Escorregou da nuvem e tornou-se chuva e choveu.
Depois de chover, a gota de água regou o chão, a macieira, as rosas e as outras plantas, escorreu e infiltrou-se na terra.
Jesus foi condenado à morte, morto na sexta-feira e no Domingo de Páscoa ele ressuscitou. E por isso, todos os anos celebramos a Páscoa. A Páscoa é um dia de alegria e comemora-se no início da primavera com a família mais próxima e os padrinhos.
Os padrinhos dão presentes aos afilhados que lhe dão ramos, na semana anterior. Às vezes escrevem-se cartas com carinho.
Muitas vezes, os presentes são ovos de chocolate com surpresas dentro. Outras vezes é dinheiro ou até roupas. Este ano houve muitos padrinhos e afilhados que não puderam juntar-se mas falaram por telefone ou pela Internet.
Às vezes fazem-se caças aos ovos e é uma brincadeira de alegria e boa disposição.
(coletivo)
A poesia disse ao
texto narrativo:
– Eu sou o tipo de
texto mais conhecido e vendido.
– Ai não, não és, Poesia,
sou eu. – Disse o texto narrativo.
– Ah, ah, ah! – Riu
a informação, e disse:
– Vou informar-vos
porque sou eu o tipo de texto mais conhecido e vendido. Porque eu informo o que
fazer às pessoas.
– De qualquer forma
sou eu o mais conhecido e vendido! –Insistiu o texto narrativo.
– Sabem que mais? Vou
perguntar às pessoas. – Disse a informação. Mas os poetas não rimam sem canetas.
– Que gracinha! Isso
nem sequer rima! – Disse o texto narrativo. Nós nem temos contacto com as
pessoas, somos só tipos de texto. Vou acabar já com isto! Somos todos muito
conhecidos e muito vendidos, por isso somos iguais.
Vasco Ferreira (Março, 2021)